Mitos e equívocos sobre o Tier

Como parte do Programa Tier, o Uptime Institute e o Uptime Institute Professional Services abordam os principais mitos e equívocos do sistema de classificação Tier prevalentes no setor.


O Uptime Institute respondeu às perguntas apresentadas durante o "Seminário via Web Introdução ao Sistema de Classificação Tier" na nova série de e-mails do Programa Tier.

P: As limitações de tempo de execução dos geradores necessários por Air Permits (Permissões Aéreas) afetarão os requisitos de classificação Tier?

R: Não há correlação entre os Tiers da EPA [Agência de Proteção Ambiental] (ou outras restrições de funcionamento do grupo gerador) e os Tiers do Uptime Institute. Reconhecemos que isso leva a considerações e consequências para projetos e operações, no entanto, mantemos a precaução em fazer comparações ou ligações entre os dois sistemas, apesar do uso de termos semelhantes.

P: Um ATS [switch de transferência automática] alinhado cumpre a exigência para caminhos duplos para um servidor (ou seja, o servidor tem um cabo do servidor para o ATS, mas o ATS, de montagem em rack, tem alimentação de energia dupla)?

R: Os Tiers fornecem uma concessão para equipamentos com números ímpares de cabos (1,3,5), na forma de switch de transferência montado em rack, para fornecer acesso a múltiplos caminhos de energia.

P: A Certificação Tier só se aplica às instalações construídas recentemente? Uma instalação já existente pode ser certificada?

R: Temos construções já existentes certificadas. Há alguns desafios inerentes ao processo já que há carga dinâmica. Pedimos que o processo comece com uma Tier Gap Analysis (Análise de Brecha Tier), em vez de um esforço formal para a Certificação. A Tier Gap Analysis fornece uma avaliação resumida dos maiores déficits de Tier (se houver algum). Isso permite que o proprietário tome uma decisão informada se deve continuar com a detalhada e abrangente iniciativa de Certificação.

P: Se nos inscrevemos para o Tier IV e verificou-se que merecemos o Tier III, ainda assim obtemos a Tier Certification III ou simplesmente não somos certificados porque não nos inscrevemos?

R: É possível. O primeiro trabalho em uma iniciativa de Certificação Tier é definir com o cliente um objetivo Tier razoável. Se o cumprimento do Nível IV não for viável devido ao orçamento ou infraestrutura preexistente, o foco será revertido para a Tier Certification adequada.

P: Como o EPO [desligamento de energia de emergência] (ou outros sistemas que são exigidos por código que desligam a carga crítica) afetam as Classificações Tier?

R: Quando o código ou jurisdição local exige um EPO, isso não necessariamente proíbe o cumprimento Tier. Exigimos, no entanto, a demonstração de que a manutenção do sistema EPO pode ser realizada sem afetar a carga crítica. Fora o Tier, o Uptime Institute recomenda que EPOs sejam evitados sempre que possível, pois eles são uma causa comprovada de paradas de datacenter por meio da sua ativação acidental. E há outros meios de fornecer os devidos benefícios de segurança sem representar um risco ao tempo de operação em curso.

Os Tiers não possuem uma forma única, mas permitem muitas maneiras de satisfazer seus critérios. Você e a sua equipe determinam a melhor solução para o seu projeto.


O Uptime Institute encontrou os seguintes mitos e equívocos Tier, publicados em 24 de março de 2010, durante visitas recentes à América Latina, Europa, Rússia, África e Ásia. Esses mitos tiraram a atenção dos conceitos fundamentais do Sistema de Classificação Tier. O resultado tem sido deficiências na topologia de projeto apesar do orçamento adequado. Essas deficiências colocam o tempo de operação dos datacenters em risco. Embora encontrados mais frequentemente a nível internacional, os mitos abaixo também foram notados nos Estados Unidos.

Mito:TIA-942 é uma diretriz para o Uptime Institute Tiers.

Uptime: As semelhanças entre o Uptime Institute Tiers e o TIA-942 são superficiais. O Uptime Institute Tiers é funcionalmente desconectado do TIA-942. O objetivo central do Uptime Institute Tiers é guiar uma topologia de projeto que forneça altos níveis de disponibilidade, conforme ditado pelo caso de negócio do proprietário. O Uptime Institute Tiers avalia datacenters por sua capacidade de permitir a manutenção e resistir a uma falha. O Uptime Institute Tiers não está disponível em forma de lista de verificação. Para evitar confusões, o Uptime Institute recomenda o uso de números romanos (I, II, III, IV) para identificar projetos Tier.

Mito:O Uptime Institute Tiers é direcionado aos EUA.

Uptime: O Uptime Institute atualmente fornece Certificações Tier em mais de 25 países. Durante o design e construção desses projetos, não houve nenhum conflito entre Tiers e códigos de construção, estatutos ou jurisdições locais. Os Tiers permitem muitas soluções e uma variedade de configurações, dando à equipe de engenharia e operações a flexibilidade para cumprir tanto as regulamentações locais quanto os requisitos de desempenho.

Mito:O Uptime Institute Tiers exige um EPO.

Uptime: A análise do banco de dados de Relatórios de Incidentes Excepcionais do Uptime Institute revela que a ativação acidental do EPO é uma causa recorrente de paradas. O Uptime Institute Tiers não demanda um EPO. Exceto quando exigido por uma jurisdição ou código local, o Uptime Institute não recomenda a instalação de um EPO. No entanto, se um EPO for instalado, ele deve também incorporar os objetivos de manutenção concomitante ou tolerantes a falhas, conforme especificado pelo proprietário.

Mito:O Uptime Institute Tiers requer piso elevado.

Uptime: A escolha de resfriamento em subsolo ou elevado é uma decisão do proprietário baseada em uma preferência operacional. Conforme a experiência do Uptime Institute, um piso elevado aumenta a flexibilidade operacional, em longo prazo. Apesar de decisões como piso elevado ou subsolo, corredor frio/corredor quente, contenção de corredores frios/quentes e resfriamento da galeria poderem afetar a eficiência do ambiente da sala de computação, elas não são exigências dos Tiers do Uptime Institute.

Mito:Para Tier III e IV, a planta de grupo gerador deve permanecer operacional em todos os momentos.

Uptime: Os datacenters utilizam o serviço elétrico público na maior parte do tempo. No entanto, a planta do grupo gerador deve estar devidamente configurada e dimensionada para transportar a carga crítica sem limitações de tempo de execução. Cumprir com estes critérios requer uma atenção especial às classificações de capacidade do grupo gerador e alimentações da planta do grupo gerador. Em qualquer caso, o Uptime Institute Tiers não exige que a planta de grupo de geradores funcione em todos os momentos.

O Uptime Institute lançou recentemente dois artigos técnicos sobre Projetista Tier Acreditado. Esses artigos, parte de uma série em curso, fornecem clareza técnica sobre as consequências Tier de subsistemas específicos. Os temas água de reposição e taxas do grupo gerador foram identificados como áreas de preocupação por participantes de mais de 13 países nas sessões do 2010 Projetista Tier Acreditado.

A série de artigos técnicos Projetista Tier Acreditado e Padrão Tier: topologia está disponível na nossa seção Pesquisa e publicações.


O seguinte mito e equívoco Tier, publicado em 29 de outubro de 2009, aborda a crença comum de que o Tier dita a segurança física da infraestrutura. Os requisitos Tier contemplam a funcionalidade da topologia de projeto do datacenter, já a Sustentabilidade Operacional contempla os fatores de risco, além da topologia de projeto, incluindo segurança física da infraestrutura.

Mito:Um perímetro de cerca reforçada é necessário para Tiers III e IV.

Mito:Medidas de segurança física dos equipamentos críticos ao ar livre (por exemplo, tanques de armazenamento de combustível) são uma exigência Tier.

Mito:O CCTV é exigido para Tiers III e IV.

Uptime: O Sistema de Classificação Tier não prescreve disposições de segurança. No entanto, esses fatores de risco de segurança física da infraestrutura devem ser tratados de forma específica e abrangente nos requisitos de sustentabilidade operacional do proprietário.

O nível de segurança é altamente determinado pelo setor, pela criticidade da função de TI realizada no local e pelas políticas do proprietário. Por exemplo, uma instituição financeira tipicamente investirá em um nível de segurança superior ao de uma instituição acadêmica.

Existem inúmeras medidas de segurança física de infraestrutura que são boas práticas, independentemente do Tier. Incluindo leitores biométricos, colunas, guaritas, esconder à vista, armadilhas, cercas de perímetro reforçadas, vigilância por vídeo, etc. Utilizar as boas práticas é fundamental para reduzir a exposição ao risco de curiosos, danos, crimes e acidentes. No entanto, as boas práticas não devem ser confundidas com as exigências Tier.

Para manter o foco sobre os requisitos Tier, o Uptime Institute publicou o Padrão Tier: topologia, que coloca os Tiers em um formato padrão para facilitar a aplicação prática. /Esse documento deixa de lado os atributos e ilustrações que podem causar confusão. Tier Standard: A Topologia está disponível para download.


Os três seguintes mitos, publicados em 21 de setembro de 2009 finalizam a discussão iniciada pelo vídeo da Digital Realty Trust "Mito do mês: o sistema Tier."

Mito:Os Tiers não contemplam aos requisitos de negócios.

Uptime: Os Tiers formam um sistema de benchmarking de datacenter conduzido pelos casos dos negócios, com base no desempenho. A tolerância ao risco de uma organização determina o Tier adequado para o negócio. Em outras palavras, os Tiers são indicados para o caso de negócio de uma empresa individual. Sem a determinação de um caso de negócio único, as organizações estão usando os Tiers de forma incorreta e estão ignorando o diálogo interno que precisa ocorrer.

Mito:O Tier II fornece oportunidades de manutenção concomitante.

Uptime: O Tier II garante componentes de capacidade redundante, mas requer um desligamento da sala de computação para a manutenção planejada ou substituição de equipamentos críticos. O conceito fundamental do Tier III é a funcionalidade da manutenção concomitante. A Digital Realty Trust afirma o seguinte: “A capacidade de manutenção concomitante é, na verdade, uma das características mais importantes de design que você precisa ter dentro do seu datacenter. Você precisa ser capaz de fazer manutenção na sua instalação, enquanto ela estiver funcionando, independentemente se é um projeto Tier IV a Tier II." A Digital Realty Trust menciona soluções Tier II e IV, mas desconsidera o Tier III. O requisito de manutenção na infraestrutura sem desligar o equipamento, conhecido como Capacidade de Manutenção Concomitante, define o Tier III. Muitos casos de negócios de proprietários, incluindo o setor de assistência médica, terceirizados internos e governos estaduais, exigem Tier III. A lista de organizações que protegem o seu investimento com a Tier Certification III está disponível AQUI.

Mito:Ninguém precisa de um datacenter Tier IV.

Uptime: Muitos casos de negócios de proprietários exigem Tier IV, incluindo serviços bancários e financeiros, seguros, empresas terceirizadas no Reino Unido, Oriente Médio e África do Sul, e governos federais e municipais. (A lista de Certificações Tier IV está disponível AQUI.) Os Tiers não são prescritivos. O Tier IV não é a melhor resposta para todas as organizações, nem o Tier II. Segundo a nossa experiência, os proprietários devem fazer avaliações de due diligence próprias e de instalações terceirizadas para englobar o seguinte: Se a instalação é de Tier II e por definição não inclui capacidades de manutenção concomitante em todos os subsistemas críticos, a) o negócio pode tolerar um desligamento relacionado com a manutenção e b) como a equipe de operações do local propõe coordenar um desligamento relacionado com a manutenção, do tamanho do local, por meio de 10s ou mesmo 100s de clientes de datacenter?


Os seguintes quatro mitos foram publicados em 27 de agosto de 2009.

Mito:Alimentação de serviços públicos

Uptime: O número de alimentações, subestações e redes de serviços públicos que fornecem a energia pública para a instalação não prevê, nem influência, o Tier.

Mito:Contagem de componentes

Uptime: N+1, N+2, S+S, ou 2(N+1) não determina o Tier.

Mito: TIA-942

Uptime: A Certificação Tier é uma avaliação terceirizada e independente do Sistema de Classificação Tier do Uptime Institute, realizada pelos seus consultores de serviços profissionais.

Mito:Localização do local

Uptime: Embora seja uma consideração crítica para o funcionamento do ciclo de vida da instalação, a localização geográfica não afeta o Tier.


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